HISTÓRIA

UMA HISTÓRIA DE EVOLUÇÃO

DO CAFÉ À RAPADURA

Família Bellodi no Brasil, no início do século passado. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Família Bellodi no Brasil, no início do século passado. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Eles bem podiam ter permanecido na pequena Sermide, província de Mantova (Mântua, na tradução em português), Norte da Itália, região da Lombardia, entre Milão e Veneza. Podiam hoje ser uma das famílias produtoras da tradicional e típica pastaciutta de abóbora ou dos vinhos Lambrusco dessa região de origem da bebida tão consumida mundialmente. Mas os Bellodi tinham o seu destino no Brasil. E aqui vieram fazer história a partir de lavouras de café, depois cana-de-açúcar, boi, e o Senepol. Essa breve saga da família explica o que virou a marca Zélia Bellodi Senepol, hoje a cargo da quinta geração de produtores rurais da família.

Fábrica de aguardente e raspa de mandioca da família Bellodi, em Jaboticabal/SP, na década de 1940. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Fábrica de aguardente e raspa de mandioca da família Bellodi, em Jaboticabal/SP, na década de 1940. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Documentos do Departamento de Migração italiano relatam que, em 1891, o navio a vapor Santa Fé atravessou o Atlântico a partir do porto de Gênova trazendo a bordo Giacomo Bellodi e os filhos, Giuseppe e Anselmo, este casado com Adelle Rossi.

A imigração por aqui já havia registrado, décadas antes, a chegada de outros inúmeros italianos, alemães, austríacos e poloneses, que foram ocupando terras mais férteis ao Sul, de clima mais ameno para seus costumes. O Santa Fé ainda desceria ao Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, até atracar na Argentina, pelo Rio da Prata. Mas os Bellodi decidiram pelo desembarque no Porto de Santos.

Carro-de-boi usado no manejo pelos Bellodi, depois trocado por investimentos em tecnologia na fazenda. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Carro-de-boi usado no manejo pelos Bellodi, depois trocado por investimentos em tecnologia na fazenda. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Percorreram de trem e depois a cavalo mais de 400 quilômetros, passando por Jundiaí, Socorro e Guariba, tudo no Estado de São Paulo. Um ano depois, sem se adaptar ao Brasil, Giacomo voltou à sua Mantova. Anselmo e Adelle renovaram o sonho e se moveram para Jaboticabal, com o desafio de tornar, junto com os filhos, a mata densa daquele local em solo fértil, para cultivo da cana-de-açúcar. No início dos anos 1940, já tinham na Fazenda do Coco uma indústria de rapadura e um engenho de pinga, que funcionavam ao lado da fábrica de raspa de mandioca que eles denominaram Santa Adélia, em homenagem ao nome aportuguesado da matriarca.

Aldeyr Bellodi. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Aldeyr Bellodi. (Foto: Arquivo ZB Senepol)

Em 1943, os Bellodi passaram a investir em tecnologia e automação, para acompanhar o movimento de industrialização no Brasil. Os antigos carros-de-boi foram substituídos por equipamentos modernos, que agilizaram a produção de açúcar cristal e melaço vendidos à indústria de fermento.

Cada um dos Bellodi, filhos de Anselmo e Adelle, formou nos anos seguintes sua própria família e passou a investir em terras, para diversificar a produção. Um deles, Gino, dividiu suas fazendas para os sete filhos, entre os quais Aldeyr Bellodi, o do meio entre os homens. O campo sempre esteve na veia de todos. O boi já fazia parte de uma parte da família. E Aldeyr compartilhou os seus negócios com filhos e netos, que começavam a mostrar grande aptidão para atividades rurais.

 

DA USINA AO BOI

Fazenda Santa Maria, em Caarapó/MS, já tinha pecuária comercial quando o Senepol entrou na empresa. (Foto: Roberto Matos)

Fazenda Santa Maria, em Caarapó/MS, já tinha pecuária comercial quando o Senepol entrou na empresa. (Foto: Roberto Matos)

Na pecuária, a família abriu propriedades no Centro-Oeste e formou rebanho para produzir bezerros com o uso de tecnologias de reprodução, como a IATF. Em 2004, Aldeyr dividiu as propriedades com o irmão, Delfino, e no mesmo ato entregou suas fazendas aos filhos, Anselmo e Zélia Bellodi, que também repartiram as terras. Zélia convocou os filhos, Deizinho e Roberta, para assumirem os negócios da família, cada um na sua área.

Bezerrada meio-sangue Senepol de alta produtividade, que convenceu família pela seleção do gado puro. (Foto: Roberto Matos)

Bezerrada meio-sangue Senepol de alta produtividade, que convenceu família pela seleção do gado puro. (Foto: Roberto Matos)

Roberta ficou na parte administrativa. Deizinho assumiu as fazendas Tujuri (Amambay) e Santa Maria (Caarapó), no Sul do Mato Grosso do Sul. Foi aí que surgiu a Agropecuária Zélia Bellodi. Deizinho manteve a cria de bezerros na Tujuri, ali pertinho, e passou a procurar uma raça que incrementasse sua produção comercial na Santa Maria.

Jaboticabal, onde nasceu e foi criado, já tinha um grande número de estudiosos e criadores de Senepol, uma raça que já registrava um crescimento tão vertiginoso quanto foi o dos negócios de seus antepassados. Durou seis meses o “namoro” com o Senepol.
Estudou, observou resultados, até que decidiu iniciar os investimentos na raça adaptada originária na ilha de Saint-Croix, Caribe, e que em 15 anos de Brasil havia conquistado o slogan de raça adaptada que mais cresce no Brasil.

DA PECUÁRIA AO SENEPOL

ZB 06, ou Amiga da ZB, primeira doadora qualificada do rebanho dos Bellodi: virou xodó da família. (Foto: Roberto Matos)

ZB 06, ou Amiga da ZB, primeira doadora qualificada do rebanho dos Bellodi: virou xodó da família. (Foto: Roberto Matos)

A entrada no Senepol se deu pela porta da frente, prateleira de cima. Foi investindo em genética de ponta que nasceu o criatório ZB Senepol, em 2012. Para ter segurança nos investimentos, aderiu ao grupo Parceiros do Senepol, um núcleo coordenado pela Senepol Mais (S+), que assessora criadores em investimentos, acasalamentos e negócios.
Rapidamente, com uso de tecnologias de reprodução, foi avolumando a marca ZB nas famílias criadas dentro da Fazenda Santa Maria, que rapidamente se tornou referência em qualidade dentro do Senepol.

Tourada em preparação para o mercado na ZB Senepol: o grande produto para a pecuária de corte do Brasil graças à sua aptidão de cobrir a campo. (Foto: Roberto Matos)

Tourada em preparação para o mercado na ZB Senepol: o grande produto para a pecuária de corte do Brasil graças à sua aptidão de cobrir a campo. (Foto: Roberto Matos)

Deizinho fez parceria com importantes criatórios e obteve resultados expressivos em testes como o Safiras do Senepol, o que aumenta a qualificação do seu rebanho. Com base nesse currículo, a marca ZB passou a receber convites para vender em leilões de prestígio, sempre com liquidez e valorização do seu trabalho.

Dos primeiros nascimentos, uma em especial combina com a vida da família de Zélia Bellodi. A doadora ZB 06, ou Amiga da ZB, ficou sem receptora no parto, em fevereiro de 2013, e foi criada na mamadeira. Virou xodó da família e não sai por negócio nenhum. Até porque pertence já à sexta geração da família, aos pequenos Alice e Antônio, filhos de Deizinho e Mariana e que já mostram grande aptidão para lidar com os animais desde muito cedo.

Todos os outros produtos fabricados com planejamento e responsabilidade, avaliados e qualificados, estão sendo preparados para orquestrar o futuro da marca ZB.

Evolução do rebanho: jovem doadora GRAZ 70, ainda no curral, onde se sagrou campeã do Safiras do Senepol, edição 2015.1. (Foto: Assessoria de Comunicação ZB Senepol)

Evolução do rebanho: jovem doadora GRAZ 70, ainda no curral, onde se sagrou campeã do Safiras do Senepol, edição 2015.1. (Foto: Assessoria de Comunicação ZB Senepol)

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